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quarta-feira, 23 de maio de 2007

Quem diria...


Estou na cidade de Boa Vista há 9 dias. Estou trabalhando (ainda não tow ganhando dinheiro, mas se Deus quiser...)


De repente surgiu a oportunidade (passagem de 50 contos!) e eu me mandei. Muito tempo parada em Manaus, procurando emprego... E agora, eis que nós (eu e o Messias) vamos ser cidadãos roraimenses.


Nada estava planejado, mas está tudo dando tão certo (e sempre bem na hora!) que eu creio que é o senhor Deus que está nos trazendo pra cá. A cidade é linda. Já temos casa pra morar.


Torçam por nós. Orem por nós... e por favor AJUDEM A GENTE A CONSEGUIR CAIXAS DE PAPELÃO!!!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Onze maneiras de se divertir no supermercado

1. Agarre 20 caixas de preservativos e ponha-as em vários carrinhos, aleatoriamente, quando a pessoa estiver distraída.

2. Vá ao departamento de eletrônicos e programe os despertadores para tocarem de 5 em 5 minutos.

3. Vá ao atendimento a clientes e pergunte se podem reservar um pacote de M&Ms pra você.

4. Monte uma tenda na seção de camping, diga aos outros clientes que vais passar a noite por lá, e convença as pessoas a trazerem almofadas da secção têxtil e a juntarem-se a você para um luau.

5. Quando um funcionário perguntar se você precisa de ajuda, começe a chorar e grite: "Porque é que vocês não me deixam em paaaaz?!?"

6. Encontre uma câmara de vigilância e use-a como espelho enquanto tira meleca do nariz.

7. Procure uma faca de açougueiro bem afiada. Leve-a contigo durante todo o percurso das compras (deixe-a bem aparente) e vá perguntando aos funcionários se ali vendem anti-depressivos.

8. Deslize pela loja com um ar suspeito, encarando a todos, enquanto canta o tema da "Missão Impossível".

9. Esconda-se atrás das roupas que estão expostas em cabides e quando alguém estiver vendo os produtos grite "ME ESCOLHE! ME LEVA PARA CASA!"

10. Quando alguém anunciar seja o que for no alto-falante, deite no chão, em posição fetal, e grite: "NÃÃÃO! As vozes! Outra vez as vozes! Parem! Saiam!"

E, por fim:

11. Vá ao provador de roupas. Feche a porta, aguarde uns minutos e depois grite: "Onde é que está o papel higiênico????”

domingo, 6 de maio de 2007

Números, Senhas, códigos...

Vocês já perceberam? Nossa vida está enterrada debaixo de um montanha de números: o telefone da sua casa, seu celular, seu CPF, seu RG, seu título de eleitor, seu número de matrícula na faculdade ou o seu registro profissional, sua conta de banco, seu CEP, e por aí vai.

Vai comprar alguma coisa pelo telefone/internet com o seu cartão? 16 números mais o código de segurança.

Vai ao banco? "Insira o cartão", aí, seis números de senha + 2 ou 3 letras, "insira seu cartão novamente". Resolveu fazer alguma coisa além de olhar o saldo? Repita o processo. No Banco Real são três senhas numéricas diferentes. Ninguém merece...

Resolveu ser moderno e acessar o banco pela internet? Outra senha de 4 (ou 8!) dígitos diferente das que você já tem. E uma frase secreta.

Até em cyber café tem que fazer cadastro...

Tem gente q apela e resolve o problema assim: tem um nick, uma senha numérica e outra alfa-numérica q usa pra tudo, conforme a situação. É inseguro, mas resolve o problema de memória.

Neste sentido eu admiro pessoas como o Messias. Ele tem uma senha única pra cada tipo de serviço que usa. Obviamente, às vezes ele se perde e fica doidinho, tentando lembrar daquela dita senha antes q, de tanto digitar a errada, o acesso seja bloqueado de vez e ele seja obrigado a ir à agência pedir uma nova...

De fato, esses números e senhas e códigos todos são uma vitória da modernidade. Permitem, por exemplo, não ter que ir na lotérica pagar as contas de água e luz.

Mas vamos combinar, é número e senha e código demais! E pior, a tendência é aumentar essa quantidade “em nome da segurança”. Quer um exemplo? Recentemente o Bradesco inventou um segundo cartão com 50 senhas individuais q você digita toda vez q precisar sacar; aliás, senhas não, eles chamam de “chaves de acesso”...

Ai, preciso de um pouco de ar.

sábado, 5 de maio de 2007

Orgulho

Primeiro, quero deixar registrado que tem muitas coisas no governo Lula q me entristecem. "Bem vinda ao clube", dirá o meu leitor. Nada de novo. Mas hoje o Governo me deixou orgulhosa. Muito orgulhosa.
A gente sabe que a AIDS é uma epidemia mundial. Mas não pensa muito em como isso afeta o indivíduo.
Ter o HIV não significa estar doente. Depois encarar o primeiro momento, de se descobrir portador, a pessoa passa por um processo de adaptação muito cruel. Mas essa fase passa e então o/a infectado/a consegue viver normalmente - pode inclusive ser mãe. Por isso que a gente fala em infectado ou portador, não em aidético.
Mas o HIV é traiçoeiro. Ele evolui, vai vencendo os medicamentos aos poucos. Aí, conforme o vírus avança, a infecção vai se tornando realmente em doença, em AIDS... começam a aparecer as doenças oportunistas, diminui a capacidade de trabalho do doente, o seu convívio social, e a pessoa sabe que está chegando perto da morte. Isso, pra mim, é o mais cruel da AIDS.
O único jeito de retardar ao máximo essa mutação é administrando drogas que atuem em vários ciclos da vida do HIV, tentando impedir de todos os lados que ele evolua e daí desequilibre a capacidade de defesa do infectado. É por isso que HIV positivo não toma remédio, toma coquetel. Desse coquetel, um dos mais importantes é o efivarenz. Se o coquetel for um bolo, o efivarenz é o açucar.
Ora, tem muita gente com o HIV. O relatório de 2004 falava em 34.600.000 pessoas infectadas no mundo. 34.600.000 pessoas que, se já não são, serão absolutamente dependentes do efivarenz por 10, 12, 25 anos, diariamente. Li em um estudo que pelo menos 50% do valor de um medicamento é puro lucro pra empresa. Se o número é verdadeiro, não posso garantir, mais com certeza chega bem perto. Ou seja, é muita, muita grana pro laboratório que o produz. O lobby é fortíssimo. E a política pra manter essa margem de lucro também.
Por isso eu me orgulho muito do nosso país hoje. O Governo conseguiu um acordo de licenciamento compulsório junto à ONU; agora, em vez de pagar 1,54 dólares por comprimido de efivarenz, vamos pagar algo em torno de 0,44. Eu não sei se dá pra vcs entenderem o tamanho dessa vitória. Eles dobraram uma multinacional milionária em favor dos nossos doentes. Nenhum outro país jamais ousou desafiar esses caras. O Governo brasileiro não só os desafiou como os venceu, mais de uma vez. Não sei o que eles vão fazer com o dinheiro que vai ser economizado com isso.

Mas espero que, por causa dessa vitória, nunca mais falte efivarenz lá no posto do Tropical.

Mudei...

Andava cada vez mais insatisfeita com o visual do blog da uol. Então aqui estou, no blogger. Adoro escrever. Quem escreve dá a cara a tapa, se expoe, sujeita suas idéias às opiniões alheias. Tudo bem. Vou tentar o meu melhor.