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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Matambre ao leite




O matambre é um corte de carne uruguaio - o músculo acima das costelas (o transverso??); acima, o número 9.


Ele é cortado em pedaços grandes e temperado com sal, pimenta do reino e alho - só - e passa a noite marinando na geladeira.


No outro dia, lá pelas 8 da manhã, é colocado numa assadeira, coberto com leite - não desnatado e vai forno bem quente. Não se põe muito leite pra não espumar muito. Conforme o leite vai secando, vai se colocando mais leite. Quando ele doura de um lado (lá pelas 10 da manhã) é virado pra dourar do outro lado. E tome mais leite. Quando os dois lados estão dourados, ele termina de secar. Nisso já são umas 11h da manhã. Ele termina de secar lá pelo meio-dia, meio-dia e meia.


O resultado? A carne fica se desfazendo... O leite solta toda a manteiga e o molho fica um creme que é uma coisa de louco! Com farofa e arroz. Ai, ai... Dá uma olhada!









sábado, 19 de janeiro de 2008

Mancadas de uma nortista no sul do Brasil...


Pois é, estou me adaptando à cultura e aos costumes locais...

Eu conversando com o meu cunhado, o Jr., sobre as comidas do norte, falei do creme de maracujá - creme de leite, leite condensado, suco de maracujá, bolacha champagne... e ele "hm, que esquisito". E eu - esquisito nada! é uma delícia, vc que não sabe o que é bom... Mas para os locais, exquisito é delicioso (ai, pq eu nunca estudei espanhol??).
Na cozinha, meu sogro, que é caminhoneiro, estava se preparando pra viajar... Ele vira pra minha sogra e pergunta... Leila, cadê minhas camisinhas??? Eu arregalei os olhos, fiquei espantada olhando... e ela "taí na gaveta, amor". E eu pensando, como é que é????
Camisinha é uma redinha de filó bem fino que se põe na ponta da bomba do chimarrão (aquele canudão de metal), pra ajudar a filtrar a bebida. Mas até eu saber disso...

Aí, aqui na casa dos sogros (onde a gente tá passando um intervalo) eu fui lavar a louça de manhã na maior boa vontade, querendo agradar... Meti água com sabão na cuia de chimarrão da minha sogra - não se lava com sabão, que fica o gosto... e retirei a camisinha da bomba - o que não se faz também. Só se retira a camisinha quando ela está rasgando de tão velha... Ela me olhou meio assim, e eu - Desculpa, desculpa, não sabia!...

Fora isso, traquilo. A comida é tudo de bom. E eu vou aprender a fazer o alfajor, um biscoito maravilhoso que é tão comum aqui quanto a nossa tapioquinha lá.

O verão deles é o nosso inverno - o chão tá sempre gelado e a mão dói depois de lavar a louça, a água sempre gelada... Saudades de Boa Vista, e aquela água pelando que saia do chuveiro, de graça...

E outra, a cuia de chimarrão passa de mão em mão - ou melhor, de boca em boca... Algúem te serve, vc toma até acabar com a água (tem que fazer barulhinho), aí, água quente de novo, e passa pra outro, que toma até a água acabar... Pois é.